AÇÃO RESCISÓRIA. PROTEÇÃO DO TRABALHO DA MULHER. ART. 386 DA CLT. NATUREZA JURÍDICA DA AÇÃO COLETIVA. COMPETÊNCIA FUNCIONAL
Ação rescisória proposta pela empresa para desconstituir acórdão regional que condenou ao cumprimento do art. 386 da CLT (escala de revezamento quinzenal para repouso dominical das empregadas mulheres), sob o argumento de que a matéria seria de competência originária do TRT via dissídio coletivo de natureza jurídica, por envolver interpretação de cláusula de norma coletiva.
A ação coletiva ajuizada pelo sindicato como substituto processual de trabalhadoras para reivindicar direitos individuais homogêneos fundados no art. 386 da CLT não configura dissídio coletivo de natureza jurídica, pois não visa anular, revogar ou reinterpretar norma coletiva em abstrato; o exame incidental de cláusula convencional invocada como tese de defesa pela reclamada não transmuda a natureza da ação nem atrai a competência originária do TRT, sendo o Juízo do Trabalho de primeira instância o órgão funcionalmente competente para apreciar a matéria, razão pela qual a ação rescisória foi julgada improcedente.
Numero do Processo
ROT-0000125-41.2025.5.19.0000
Classe Processual
ROT
Relator(a)
morgana de almeida
Órgão Julgador
Subseção II Especializada em Dissídios Individuais
Data do Julgamento
2026-04-28T09:00:00-03
Data da Publicação
2026-05-06T16:47:53-03