EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ENTE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. CULPA "IN VIGILANDO". MERO INADIMPLEMENTO.
O embargante alegou omissão no acórdão embargado quanto ao aspecto temporal da aplicação dos Temas 246 e 1.118 da Repercussão Geral, sustentando que na data do acórdão do TRT (07/02/2025) esses precedentes ainda não possuíam eficácia vinculante e que esta Corte não teria examinado nem justificado a aplicação retroativa. O TST rejeitou a alegação, afirmando que o acórdão embargado já examinou a matéria detalhadamente, que não houve modulação de efeitos das teses fixadas nos Temas 246 e 1.118, e que os embargos revelam mero inconformismo com o julgado.
Não há omissão no acórdão que aplica de imediato os Temas 246 e 1.118 da Repercussão Geral do STF, porquanto inexistiu modulação de efeitos dessas teses, devendo ser aplicadas aos processos em curso. Os embargos de declaração não se prestam ao reexame do mérito ou à rediscussão de argumentos já enfrentados no julgado embargado.
Numero do Processo
EDCiv-RRAg-0020640-43.2023.5.04.0305
Classe Processual
EDCiv-RRAg
Relator(a)
morgana de almeida
Órgão Julgador
5ª Turma
Data do Julgamento
2026-04-29T23:59:59-03
Data da Publicação
2026-05-04T16:36:48-03